Direção-Geral do Território
Cartografia de risco de incêndio florestal (série descontinuada)
As cartas de Risco de Incêndio Florestal têm por objectivo apoiar o planeamento de medidas de prevenção aos fogos florestais, assim como a optimização dos recursos e infra-estruturas disponíveis para a defesa e combate aos fogos florestais. 

As cartas são produzidas recorrendo a um modelo de variáveis fisiográficas que podem explicar de forma mais relevante a variabilidade espacial do risco de incêndio florestal. É um trabalho realizado em parceria com a ANPC e a DGRF, que fazem parte do comité de acompanhamento. 

Temos também a colaboração do IGEOE e do INE na cedência de alguns dados utilizados.
 
 
Metodologia Utilizada

A geração da cartografia de risco de incêndio executada, baseou-se essencialmente na metodologia de análise multi-critério sujerida por Almeida et al. (1995) e por Chuvieco et al. , (1989), entre outros. De um modo resumido os passos necessários para a realização das CRIF são os seguintes:
  • Escolha dos critérios representativos para o fenómeno do risco de incêndio;
  • Hierarquização dos critérios e ponderação;
  • Geração dos critérios;
  • Agregação final: Adição linear dos critérios ponderados.
 
Alterações em relação à metodologia utilizada anteriormente (2004): foi retirada o critério Visibilidades e aumentado ligeiramente o peso dos critérios Densidade demográfica e Rede viária. No critério Rede viária foi incluido a rede ferroviária e as linhas de alta/média tensão.
 

                                                             Critérios e Ponderações Utilizados

 
 
 
 
 
Amplitude de valores
 
 

Contribuição de cada classe para o valor de risco de cada critério

 

Contribuição do critério para o valor do risco de incêndio potencial

 

%

Valor

%

Valor máx. do critério

 
 

Ocupação do solo

 
 
 
Classe 1ª
100%
590
59%
590
Classe 2ª
80%
472
Classe 3ª
70%
413
Classe 4ª
40%
236
Classe 5ª
30%
177
Classe 6ª
10%
59
Classe 7ª
1,5%
9

Declives

acima de 40%
100%
210
21%
210
30 - 40%
66,67%
140
20 - 30%
22,38%
47
10 - 20%
11,43%
24
0 - 10%
3,81%
8
 
Rede viária
 
 
 
Proximidade à rede viária
Até 25m
100%
90
9%
90
25 - 50m
46,32%
42
50 - 100m
20,58%
19
100 - 150m
9,55%
9
Densidade de caminhos agrícolas e florestais
Inf. a 5m/ha
50%
45
5 - 12,5m/ha
23,52%
21
12,5 - 20m/ha
10,29%
9
20 - 30/ha
5,14%
5
30 - 40m/ha
5,14%
5
40 - 65m/ha
10,29%
9
65 - 80m/ha
23,52%
21
Sup. a 80m/ha
50%
45
Exposições
135ª - 225ª
100%
60
6%
60
225ª - 315ª
57,45%
34
45ª - 135ª
21,28%
13
315ª - 45ª
6,38%
4
-1 Plano
0%
0
Densidade demográfica
Até 250 hab/Km2
100%
50
5%
50
Entre 250 e 1500 hab/Km2
21,05%
11
Acima de  1500 hab/Km2
100%
50

 
Ocupação do solo

A cartografia de ocupação do solo utilizada na elaboração da CRIF2011 foi a nova COS2007 da DGT - Carta de Uso e Ocupação do Solo de Portugal Continental para 2007. A COS2007 foi actualizada nas áreas ardidas posteriores a 2007, inclusive, utilizando para esse efeito a série de áreas ardidas de 2007, 2008, 2009 e 2010 (versão provisória) da AFN.

A atribuição do grau de risco a cada tipo de ocupação foi feita, por um lado, tendo em conta os diferentes graus de inflamabilidade e combustibilidade de cada espécie e, por outro, a análise estatistica das áreas ardidas de 1990 a 2006 por tipo de ocupação de solo. 

Tentou-se manter no essencial a classificação de graus de risco de incêndio por tipo de ocupação de solo utilizada nas CRIF anteriormente produzidas com base na COS90 (Carta de Ocupação do Solo de Portugal Continental para 1990), tendo-se para isso efectuado uma matriz de equivalências entre os códigos de ocupação do solo da COS90 e os códigos da nova cartografia utilizada - COS2007.

Para obter uma informação mais detalhada sobre a metodologia utilizada, por favor consulte os relatórios.



 
             Validação da CRIF 2010 (produzida com a nova COS 2007 da DGT)

Passada a época de fogos, pretendeu-se avaliar a CRIF produzida no inicio de 2010 com os dados dos incêndios ocorridos durante o Verão desse mesmo ano. Para tal, efetuou-se o cruzamento das áreas ardidas em 2010 (AFN - áreas ardidas superiores a 20 ha - versão provisória) com a Carta de Risco de Incêndio Florestal. Os resultados obtidos são bastante interessantes: 87% das áreas ardidas estão dentro de áreas indicadas na Carta de Risco de Incêndio Florestal como áreas de Risco de Incêndio Elevado ou Risco de Incêndio Muito Elevado. Se forem incluídas também as áreas de Risco Moderado este valor sobe para 94%.


Classe de risco

Pixeis ardidos (nº)

Área ardida (Ha)

% área ardida

Baixo

22128
1383
1.14

Baixo - Moderado

82723
5170
4.27
Moderado
140426
8777
7.25
Elevado
525680
32855
27.15
Muito Elevado
1149538
71846
59.36
Urbano
8595
537
0.44
Hidrografia
7495
468
0.39
Totais:
1936585
121036
100

 

Temas disponíveis: Carta de Risco de Incêndio Florestal, Carta de Visibilidades a partir da RNPV, Carta de Prioridade de Vigilância e Carta de Tempos de Percurso a Partir das Corporações de Bombeiros.

Visualizar a CRIF no Virtual Earth: CRIF_Virtual Earth

Aceder à  CRIF através de serviços WMS: http://mapas.dgterritorio.pt/wms/crif


Para efetuar o download da CRIF de todo o continente do ano de 2011:
clique aqui (formato TIF)
 



                               CRIF 2011
 
Última atualização: quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

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