Os Sentinels são um conjunto de famílias de satélites que foram concebidas e desenvolvidas no âmbito do Programa da
Componente Espaço para dar resposta aos requisitos do Copernicus.
A missão Sentinel-1 operará na região das micro-ondas e as missões Sentinel-2 e -3 nas regiões do visível e do infravermelho do espetro eletromagnético. As missões Sentinel-1 e -3 são dedicadas à monitorização dos meios terrestre e marinho, enquanto que a Sentinel-2 será essencialmente dedicada à monitorização do meio terrestre. Cada uma das missões Sentinel-1, -2 e -3 são constituídas por dois satélites que operam em conjunto com o objetivo de aumentar a frequência de aquisição de imagens. Numa primeira fase, cada uma destas missões terá as unidades A e B e numa segunda fase as unidades C e D.
Os Sentinel-4 e -5 são missões dedicadas à monitorização atmosférica. Os instrumentos desta missão serão instalados em satélites da
EUMETSAT e as primeiras unidades começarão a ser lançadas a partir de 2020. Para evitar a descontinuidade de dados atmosféricos, em 2015 será lançado o Sentinel-5 Precursor. O Copernicus inclui ainda a missão Sentinel-6, dedicada a aplicações no âmbito da geodesia e oceanografia.
Uma descrição mais detalhada dos Sentinels pode ser encontrada
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Sentinel-1
A missão
Sentinel-1 apresenta uma órbita quase polar com um sensor C-SAR (
Synthetic Aperture Radar) e capacidade de recolha de dados durante 24 horas, sob quaisquer condições meteorológicas. Esta missão foi desenvolvida para a monitorização dos meios terrestre e marinho. Contudo é particularmente útil na gestão de emergências atendendo que o tempo de aquisição e disponibilização de imagens é reduzido (menos de uma hora).
Principais aplicações do Sentinel-1:
- serviços de monitorização do meio terrestre através, por exemplo, do acompanhamento do coberto florestal ou de áreas agrícolas;
- serviços de monitorização do ambiente marinho, zonas de gelo no mar e do ambiente ártico, e monitorização das alterações climáticas;
- serviços relacionados com segurança, nomeadamente deteção de navios e segurança marítima;
- suporte à gestão de emergências (e.g. derrames de petróleo, deslizamento de terras), cartografia de apoio a atividades de ajuda humanitária.
Dado que os satélites Sentinel-1 estão equipados com um sensor C-SAR, é possível dar continuidade aos dados de observação da Terra obtidos pelos satélites da ESA:
ERS-1,
ERS-2 e
ENVISAT e dos satélites
RADARSAT-1 e
RADARSAT-2 da Agência Espacial do Canadá.
O
lançamento do primeiro Sentinel-1, o Sentinel-1A, foi efetuado a 3 de Abril de 2014 e o lançamento do Sentinel-1B no dia 25 de Abril de 2016.
Para mais informações sobre o Sentinel-1 clique
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Sentinel-2
A missão
Sentinel-2 tem uma órbita quase-polar e dispõe de um sensor MSI (
MultiSpectral Instrument) com 13 bandas espetrais, com grande resolução espacial (10, 20 ou 60 m , dependendo da banda) e uma resolução temporal de 10 dias com um satélite e de 5 dias apenas com os dois satélites operacionais.
Esta missão é essencialmente dedicada a:
- serviços de monitorização do meio terrestre, na criação de mapas de ocupação e uso do solo, caracterização de alterações e mapas de variáveis biogeofísicas (e.g. percentagem de coberto vegetal, índice de clorofila, índice de área foliar);
- serviços de suporte à gestão de emergências, nomeadamente através do mapeamento de áreas urbanas localizadas em zonas de risco de ocorrência de desastres naturais;
- serviços relativos a segurança, nomeadamente vigilância marítima e de fronteiras, atividades de apoio à ação externa da UE;
- serviços de monitorização de alterações climáticas.
Este satélite garante a continuidade de aquisição de dados das missões
SPOT e
LANDSAT, destacando-se pela resolução espetral e temporal que apresenta.
O
lançamento do primeiro Sentinel-2, o Sentinel-2A, ocorreu a 23 de junho de 2015 e o segundo Sentinel-2 (Sentinel-2B) está previsto para o primeiro semestre de 2017.
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Sentinel-3
A missão
Sentinel-3 orienta-se por três grandes objetivos:
- medições topográficas da superfície do oceano;
- medição da temperatura à superfície da terra e dos oceanos;
- caracterização da cor dos oceanos e da refletância da cobertura do solo.
Adicionalmente os produtos da missão Sentinel-3 darão contributos em áreas como:
- segurança e proteção marítima;
- monitorização da zona costeira;
- serviços atmosféricos;
- suporte à segurança e a serviços europeus de ajuda humanitária.
Cada satélite Sentinel-3 é constituído por quatro instrumentos:
(1) SLSTR (
Sea and Land Surface Temperature Radiometer - radiómetro de temperatura da terra e do mar);
(2) OLCI (
Ocean and Land Colour Instrument - instrumento de que mede a cor da terra e do oceano);
(3) SRAL (
SAR Altimeter - altímetro);
(4) MWR (
Microwave Radiometer).
Esta missão foi impulsionada pela necessidade de continuidade no fornecimento de dados dos satélites/sensores
SPOT/VEGETATION,
ERS e
ENVISAT/MERIS, apresentando melhorias significativas no desempenho dos instrumentos. Comparativamente a estes satélites, a missão Sentinel-3 irá permitir tempos de revisita mais curtos: menos de dois dias para OLCI, menos de 1 dia para SLSTR e 27 dias para o SRAL.
O Sentinel-3A foi lançado no dia 16 de fevereiro de 2016 e o Sentinel-3B está previsto para 2017.
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Sentinel-4
A missão Sentinel-4 é dedicada à monitorização atmosférica e é caracterizada por um espetrómetro a bordo de dois satélites
Meteosat Third Generation (MTG) da
EUMETSAT. Como estes satélites são geoestacionários têm uma grande resolução temporal possibilitando um acompanhamento contínuo da composição da atmosfera da Terra, sendo os dados utilizados no apoio na monitorização e previsão de variáveis meteorológicas sobre a Europa. Mais concretamente, a missão irá permitir:
- a monitorização da qualidade do ar;
- a monitorização dos níveis de ozono estratosférico;
- medições da radiação solar;
- e a monitorização do clima.
O lançamento do Sentinel-4A encontra-se previsto para 2020, e o 4B para 2028.
Para mais informações sobre o Sentinel-4 clique
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Sentinel-5 Precursor
A missão
Sentinel-5 Percursor (Sentinel-5P) está a ser desenvolvida para minimizar a lacuna de dados entre missões, nomeadamente da missão
Envisat, com o sensor
SCIAMACHY, e a missão
Aura da
NASA, bem como colmatar a lacuna de dados prevista até ao lançamento da missão Sentinel-5 (previsto em 2020).
A missão é dedicada à monitorização da atmosfera e possui uma grande resolução temporal e espetral. A missão transporta o instrumento TROPOMI (
Tropospheric Monitoring Instrument), um espetrómetro avançado que permite aumentar a frequência de observações livres de nuvens, necessária para o estudo da variabilidade da troposfera. Em particular, esta missão permite realizar medições de Ozono (O3), dióxido de azoto (NO2), dióxido de enxofre (SO2), monóxido de carbono (CO), metanal (CH2O), metano (CH4) e aerossóis.
O Sentinel-5P resulta de uma iniciativa conjunta entre a ESA e a Holanda, estando o lançamento previsto para 2015.
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Sentinel 5
A missão Sentinel-5, sob a responsabilidade da
EUMETSAT, é dedicada à monitorização da atmosfera e consiste num instrumento a bordo dos satélites meteorológicos MetOp de Segunda Geração (
MetOp-SG). O instrumento - UVNS (
Ultraviolet Visible Near-infrared Shortwave Spectrometer) - tira partido dos dados dos instrumentos IRS (
InfraRed Sounder), VII (
Visible Infrared Imager) e 3MI (
Multi-Viewing Multi-channel Multi-polarisation Imager) também a bordo dos satélites MetOp-SG.
O satélite Sentinel-5 irá permitir:
- a monitorização da qualidade do ar;
- a monitorização dos níveis de ozono estratosférico;
- medições da radiação solar;
- e a monitorização do clima.
O lançamento do Sentinel-5A está previsto para 2020 e o Sentinel-5B para 2027.
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Sentinel-6
A missão Sentinel-6 é caracterizada por ser uma missão altimétrica, transporta um altímetro de alta precisão para medir a altura da superfície global do mar e terá como principais finalidades a oceanografia operacional e estudos climáticos.
Esta missão Sentinel-6 garante a continuidade da missão
Jason - Jason Continuity of Service (
Jason-CS) sendo importante para complementar informações dos oceano obtidas pela missão Sentinel-3.
A Jason-CS terá como principais aplicações:
- previsão marítima a curto prazo e previsão operacional da ondulação (menos de 3 horas);
- monitorização do nível do mar;
- monitorização do clima.
O Sentinel-6, para além da monitorização do meio marinho, tem por objetivo assegurar a continuidade das observações de alta precisão topográfica das superfícies dos oceanos após 2030.
Esta missão resulta da continuação de uma parceria entre
National Oceanic and Atmospheric Administration (
NOAA),
National Aeronautics and Space Administration (
NASA),
EUMETSAT,
ESA,
Centre National d'Etudes Spatiales (
CNES) e a indústria. O lançamento do Sentinel-6A - Jason-CS A está previsto para 2019 e o Jason-CS B para o ano de 2025.
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