Em pleno Estado Novo (1940) e quando o Mundo deparava-se com a 2ª Guerra Mundial, ocorreu em Portugal a criação de uma nova e moderna pasta governamental – o Ministério da Economia – e o então Instituto Geográfico e Cadastral passa a ser tutelado por este novo ministério, transitando do Ministério do Comércio e Comunicações.
Em 1941, um ano depois, o I.G.C., já sob a Direcção-geral de Adelino Pais Clemente, organiza uma exaustiva Reportagem fotográfica aos seus serviços.
Instalações, equipamentos e funcionários vão então ser fotografados pela Foto Portugal, um estúdio fotográfico de Campolide (Lisboa).
Este testemunho fotográfico sobreviveu até aos nossos dias, num Álbum fotográfico (35x25cm), encadernado a pele e com gravação a folha de ouro, da responsabilidade da Encadernadora Carmellia (Lisboa), como atesta o selo existente na contra-capa.
Além do Convento da Estrela, esta interessante reportagem fotográfica engloba ainda, 3 fotografias da Casa do Marégrafo de Cascais, uma pequena mas importante instalação existente perto da Marina da vila com o mesmo nome, e que dependia da Repartição dos Serviços Geodésicos.
Em Dezembro de 1942, o I.G.C. foi anfitrião de uma grande Exposição de Artes Gráficas, organizada pela Sociedade Nacional de Belas Artes, que foi, basicamente, uma mostra do riquíssimo património histórico do Organismo nessas artes.
Esta exposição mereceu a visita do então Chefe de Estado, Marechal Óscar Carmona, e do responsável pela tutela: Dr. Rafael Neves Duque, Ministro da Economia.
Desta memorável exposição apresentamos o respectivo Catálogo desdobrável (com cartografia de Lisboa de 1870 e 1940) e, da ilustre visita do Chefe de Estado, uma oportuna fotografia, tirada pela STEF – Reportagens Fotográficas, com estúdio nos Anjos (Lisboa), onde os citados visitantes observam atentamente uma pedra litográfica de uma Carta antiga.
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